quinta-feira, abril 03, 2014

Trânsito interno

em movimento: lento, mas dinâmico.

Espera-se ser uma dessas legendas desconhecidas que nunca deixam de lado suas raízes, trabalham duro, mas estão sempre em mudança. 
The Chrome and steels she rides 
collidin' with the very air she breathes

quarta-feira, abril 02, 2014

Prés e ocupações

Já quis muita coisa, dentre quereres vagos e passageiros e firmes e determinados. Olho alguns e pondero se ainda têm o mesmo significado que antes - sei que não, mas a lembrança me agrada. 
Hoje percebo que só queria mesmo tempo, uma trilha sonora permanente com Neil Young, meus trabalhos, viagem, carinho e família, contas pagas e cerveja antes do almoço pra ficar pensando melhor. 

terça-feira, abril 01, 2014

Ambulance blues

It's hard to say the meaning of this song.

As feridas ainda sangram, o desamparo ainda induz a sonhos ruins, pesadelos. 
Autonomia é preciso, mais que nunca.

domingo, março 30, 2014

A raiva move

A raiva move - ainda que seja pela imprudência, mas a raiva move. Atitudes não-recomendadas, mas a revolta move.
A raiva às vezes acalma a sensação de desamparo.

terça-feira, março 18, 2014

Da atividade da escrita

Escrever, em alguns casos, não dá prazer, mas só a sensação de dever cumprido, me explicava um amigo.
É algo como uma necessidade vital pra exorcizar frustrações e preocupações insolúveis.

O problema, diz ele, é que literatura não tem o poder de resolver estas questões na ordem prática.
Intelectual e racionalmente se encontram - até na poesia - as respostas e explicações para os diversos sentimentos da vida como as ausências de reciprocidade e a eterna inalcançada satisfação. Mas esta resolução não se transporta para a vida real e continuamos a sentir tristeza por pequenas coisas erradas, pequenas coisas que não dão certo.

quinta-feira, março 13, 2014

Disorder

Por aqui tá tudo bem. A casa nova me agrada tanto, a vida sozinha me completa.
Só me doi saber que os outros não vão bem.

Você vê no rosto o traço da angústia, no abraço apertado o pedido de carinho e proteção, no gesto desenfreado das mãos o desespero da vida querendo ir embora e, nos casos mais raros - e que nos deixam mais impotentes - as palavras sufocantes.
O "eu não sei" que cala qualquer resposta, qualquer conselho.

quarta-feira, março 05, 2014

Essa vida de adivinhar voz pela foto, pela composição das roupas e cores e sorrisos.