Bem, é um pouco tarde já. Mas é que ficou a sensação de não ter dito tudo o que eu queria (como se fosse possível traduzir isto, codificar) e...Bem, isso aqui às vezes me parece egocêntrico demais, e já não sei se é um problema ou uma solução.
Mais duas horas pra meia dúzia de palavras sem o sentido exato que eu queria. Aos poucos vou chegando lá. E lá é um lugar não muito longe, não muito perto, depende do conceito de perto e longe. Muito relativo, isso sim.
domingo, outubro 28, 2007
Os dias vivos
Eu vislumbro um horizonte tão diferente após alguns dias; quando desci do ônibus, senti o ar gelado de um lugar estranho.
Penso que tudo o que eu pensava antes se fortalece, e encontra na prática a força que outrora era teórica apenas.
Levo duas horas ou mais para postar aqui, tentando organizar os pensamentos. Pensar e pensar.
Penso que tudo o que eu pensava antes se fortalece, e encontra na prática a força que outrora era teórica apenas.
Levo duas horas ou mais para postar aqui, tentando organizar os pensamentos. Pensar e pensar.
sábado, outubro 06, 2007
"The time to hesitate is through"
Sim, o tempo de hesitar está terminado. E tanta coisa por fazer.
Parece que nunca há tempo suficiente. Parece que nada é suficiente nunca. Parece que o tempo é nunca, todo tempo é fruto do pensamento, e escorre rapidamente por nossas horas quentes.
Parece que nunca há tempo suficiente. Parece que nada é suficiente nunca. Parece que o tempo é nunca, todo tempo é fruto do pensamento, e escorre rapidamente por nossas horas quentes.
domingo, setembro 30, 2007
Sobre como se pode por algo ou tudo a perder
Eu não queria que o texto parecesse demasiadamente pessimista ou algo que o valha. Mas é que a gente expressa o que está por dentro; não que eu esteja realmente pessimista, mas o fato é que os menores gestos põe a perder tantos grandes desejos.
Assisti O Primo Basílio, e de pensar que se não fosse a maldita carta que a Juliana encontrou, tudo poderia ser outra coisa, eu fico a pensar em quantas cartas também perdi nas lixeiras e o quanto estas podem ter mudado meu caminho. Pra melhor; pra pior; haja fôlego para aguentar a vastidão das possibilidades quando começo a calculá-las.
Não que algo realmente comprometedor eu tenha para ser perdido; falemos de coisas mais simples. Falemos da escolha que pelo medo não foi feita, e que dá aquela sensação de tempo perdido. No duro, diria Caulfield, o lugar que você escolhe pra sentar é capaz de determinar o resto.
Tudo bem que se deixar dominar por um pensamento semelhante é arriscado, e leva ao sentimento de que há sempre o perigo iminente em toda e qualquer ação nossa. Pode ser quase verdade. Pode não ser.
Mas a relatividade das coisas já é assunto pra outro dia, ou outra noite.
Assisti O Primo Basílio, e de pensar que se não fosse a maldita carta que a Juliana encontrou, tudo poderia ser outra coisa, eu fico a pensar em quantas cartas também perdi nas lixeiras e o quanto estas podem ter mudado meu caminho. Pra melhor; pra pior; haja fôlego para aguentar a vastidão das possibilidades quando começo a calculá-las.
Não que algo realmente comprometedor eu tenha para ser perdido; falemos de coisas mais simples. Falemos da escolha que pelo medo não foi feita, e que dá aquela sensação de tempo perdido. No duro, diria Caulfield, o lugar que você escolhe pra sentar é capaz de determinar o resto.
Tudo bem que se deixar dominar por um pensamento semelhante é arriscado, e leva ao sentimento de que há sempre o perigo iminente em toda e qualquer ação nossa. Pode ser quase verdade. Pode não ser.
Mas a relatividade das coisas já é assunto pra outro dia, ou outra noite.
sábado, setembro 22, 2007
Das Grandezas do Ínfimo
Tudo começa com a observação - incessante - de tudo, e principalmente das pequenas e fascinantes coisas.
Alguns dias de molho e os pontos na perna. São grandezas do ínfimo; qualquer movimento brusco e surge uma dorzinha, quase nada, quase agulhada. Um quase nada em relação ao tamanho do corpo, mas que é capaz de derrubar o próprio corpo.
Sim, são grandezas do ínfimo.
Penso, penso, sempre, sempre.
E uma hora o tédio chega e bate forte.
Música, por favor. Quem sabe Pink Floyd.
Alguns dias de molho e os pontos na perna. São grandezas do ínfimo; qualquer movimento brusco e surge uma dorzinha, quase nada, quase agulhada. Um quase nada em relação ao tamanho do corpo, mas que é capaz de derrubar o próprio corpo.
Sim, são grandezas do ínfimo.
Penso, penso, sempre, sempre.
E uma hora o tédio chega e bate forte.
Música, por favor. Quem sabe Pink Floyd.
domingo, agosto 26, 2007
As partes de um todo
Difícil é conviver...sobreviver.
Tô pensando em como resolver um monte de coisas, mas sempre esbarro na questão do "em grupo". É um aprendizado constante trabalhar e estudar e estar nos ônibus, nas ruas, numa pastelaria e em qualquer lugar com pessoas. Chega uma hora em que isso te enche o saco. Como se não tivesse mais lugar algum onde fosse possível se desvincular de tudo isso.
Além de tudo, elas ainda gritam com você. Esta semana teve um negócio bem engraçado; uma menina que não era minha amiga nem minha inimiga foi tão estúpida comigo a ponto de eu pensar o que poderia fazer enquanto ela falava tudo de um jeito tão cínico, sarcástico...Devolver do mesmo jeito parece que só me tornaria igual a ela...E isso seria tão medíocre.
Enfim...
Preciso de mais tempo para pensar. Urgentemente. Sozinha.
Tô pensando em como resolver um monte de coisas, mas sempre esbarro na questão do "em grupo". É um aprendizado constante trabalhar e estudar e estar nos ônibus, nas ruas, numa pastelaria e em qualquer lugar com pessoas. Chega uma hora em que isso te enche o saco. Como se não tivesse mais lugar algum onde fosse possível se desvincular de tudo isso.
Além de tudo, elas ainda gritam com você. Esta semana teve um negócio bem engraçado; uma menina que não era minha amiga nem minha inimiga foi tão estúpida comigo a ponto de eu pensar o que poderia fazer enquanto ela falava tudo de um jeito tão cínico, sarcástico...Devolver do mesmo jeito parece que só me tornaria igual a ela...E isso seria tão medíocre.
Enfim...
Preciso de mais tempo para pensar. Urgentemente. Sozinha.
segunda-feira, agosto 13, 2007
Olha só, a gente lê um monte de coisas todos os dias. A gente assiste os jornais, ouve as opiniões, discute as opiniões alheias, mas ninguém nos incentiva a ter nossas opiniões.
O não-pensamento é muito presente; a gente engole as idéias como se não nos fosse possível criar outras - independentemente de ser contrárias ou favoráveis, mas nossas.
O não-pensamento é muito presente; a gente engole as idéias como se não nos fosse possível criar outras - independentemente de ser contrárias ou favoráveis, mas nossas.
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