Cumprimos com nossas obrigações, tentamos nos fazer passar por espaços em que não cabemos. Com efeito, às vezes meu ego me faz maior - pejorativamente - sem que o perceba. O que se segue, então, é uma queda, brusca, esbarrada, um estalido, e até parece que alguma mão quer ou quis me segurar. Mas tenho pressa, recomponho-me de olhos fechados e com a terrível sensação de vergonha.
Recompomo-nos ligeiramente para, não muito depois, reviver estes mesmos passos e tropeços ao relatá-los, escrevê-los, subjetivamente compreendidos, parcialmente narrados. Nunca saberemos o que se passou do outro lado.
sexta-feira, março 27, 2009
sexta-feira, março 13, 2009
sexta-feira, fevereiro 20, 2009
E ir onde o vento for
que é chegada a nossa hora.Vem, vamos além. Vão dizer que a vida é passageira. Sem notar que a nossa estrela vai cair.
sábado, fevereiro 14, 2009
sábado, janeiro 31, 2009
A canção da espera, ou...
[À luz das palavras o tempo é uma imagem
que se outrora me transportara, agora me angustia
meus versos teci na luz pálida dos dias
os fios se entremearam em remendos, momentos, linguagem
Remendei tais momentos em linguagem sem som
muda e úmida noite, houve falas e até o sim
seguidos, sucessivos, sentidos gestos largos e afins
a candura do olhar de soslaio...
Mas do passado não tiro alimento, sustento.
Não há brandura que resista à ausência do presente
Como aquecer lembranças que o tempo torna esparsas?
As frases carregadas de carinho estão já apagadas
o sorriso não ilumina a bruma da turva mente
Adormeço, adoeço, e do passado não há o que me sustente.]
A canção da lembrança, ou
A canção do espanto que pariu mais que filosofia.
que se outrora me transportara, agora me angustia
meus versos teci na luz pálida dos dias
os fios se entremearam em remendos, momentos, linguagem
Remendei tais momentos em linguagem sem som
muda e úmida noite, houve falas e até o sim
seguidos, sucessivos, sentidos gestos largos e afins
a candura do olhar de soslaio...
Mas do passado não tiro alimento, sustento.
Não há brandura que resista à ausência do presente
Como aquecer lembranças que o tempo torna esparsas?
As frases carregadas de carinho estão já apagadas
o sorriso não ilumina a bruma da turva mente
Adormeço, adoeço, e do passado não há o que me sustente.]
A canção da lembrança, ou
A canção do espanto que pariu mais que filosofia.
sexta-feira, janeiro 23, 2009
terça-feira, janeiro 13, 2009
Dinamizar a Vida
Essas madrugadas escondem pensamentos. Calmos e doces, mas meticulosos. Palavras são chaves, que nos abrem ao mundo; rumo ao mundo infinito.
Quem pode nos parar?
Quem pode nos parar?
[So where were the spiders?
Ziggy played guitar.]
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