sábado, agosto 30, 2014

Imediato

Com frequência se segue aos eventos sociais esse esgotamento do tipo quero-ver-ninguém-tão cedo. Preciso do silêncio e de estar só para cuidar de lugar que habito, casa e corpo: tempo para me alimentar direito, para limpar a casa, lavar as roupas, trocar os lençois após uma longa jornada interior.
Rascunhei os planos para a longínqua semana que vem e me preparo para dormir o sono recompensador. O amanhã eu vejo depois.

segunda-feira, agosto 04, 2014

Pequeno tratado da vontade

Os quereres são diversos e incluem abstenções. Neste ponto é difícil explicar porque parece razoável se afastar, deixar passar a ocasião sabidamente propícia.
Quais são os moveis da vontade afinal? 

Uma pequena revisão dos questionamentos só se dá partilhada ao som de Grateful Dead.

terça-feira, julho 29, 2014

All my little words

1. Inadequações aos montes, desajustes entre externo e interno. O gatilho vem de fora mas só expõe o que falta por dentro e a insegurança que corroi. 
Os olhos andam tristes e baixos.

2. Da entrevista de Andrew Solomon sobre depressão: às vezes a mente e o humor podem ficar mais significativos que a realidade.

3. Há muitas histórias aqui esperando para serem contadas, disseminadas inocentemente, na tentativa de que você preste atenção. Separei músicas de variados tempos verbais, sucessivamente abandonadas por suas mensagens, que não são senão o que gostaria de dizer. Existe um medo, mas a possibilidade de sua confusão também residir no mesmo bem-estar que sinto é tentadora.

segunda-feira, julho 21, 2014

Put a cloud on my single-mindedness

Muitas coisas fazem parte das novas determinações para para me tornar, cada vez mais, a pessoa que gostaria de conhecer.
Manter as boas pessoas e afastar as más foi urgente. Não aceitar o pouco, o raso, egoísmo e egocentrismo.

sábado, julho 19, 2014

Importância da lembrança

É preciso lembrar para impedir a repetição da barbárie.
É preciso lembrar dos nossos, dos bons, que cultivavam nossa língua e cultuavam nosso solo. 

Violonista no metrô, percebo pelo tamanho da unha do polegar. 
Sentados, dormíamos balançando a cabeça pra frente e pra trás, até despertar assustados com o som do aviso no vagão. Mas eu tinha um nó no peito típico dos gostares não-resolvidos, reticentes e que cavam na vida e na auto-estima um buraco. 
É preciso lembrar do que há de bom para não levar tão a sério essas situações de desentendimento.

terça-feira, julho 15, 2014

Música para os corações

Que estranho se sensibilizar assim, mas deve ser a hipótese de que não houve para alguns tempo de dizer o que se deveria e de que para outros o tudo se desmaterializou sem deixar, porém, de ser. 
São melancólicas as partidas e a capacidade de empatia com a dor e a admiração alheias não me desagradam, embora surpreendam.

sábado, julho 12, 2014

O seu lugar

O seu lugar é móvel, hiperativo, mas não é imperativo quando me pede com calma e doçura sob a forma do "por favor"; quando se aproxima demais com o rosto avermelhado.