quarta-feira, outubro 19, 2011
Ganhos secundários na espera,
presentes que vêm, passados que - agora sim - não retornam mais. Uma inspiração escorregadia, que fica pelas calçadas, as ideias como resultado e processo, mas que apontam para algo que já foi e é.
domingo, outubro 02, 2011
Como num musical de delta blues,
a gaita e a sensação de tempo infinito, o gosto do café forte, amargo, que mal deixa a água passar no filtro, que retém o cheiro na xícara e pela casa, misturado com outros aromas, causando mais sensações: de começo de dia às onze da noite. A tensão nos ombros aos poucos passa, e é verdade que vem chuva, e é verdade que a viagem dá a dimensão de onde se vive, daquilo que se vai deixar para trás, algo mesmo de lado. Ligações estranhas, externas, tarefas para cumprir. Uma pausa e compromissos, buscando uma vida de maior desprendimento.
sexta-feira, setembro 30, 2011
True love will find you in the end
E foi assim que ouvindo "True love will find you in the end" depois de assistir o filme tão desejado, deu aquele misto de querer e esperança. Eu pensando aqui numas conversas, pensando em como saber o que significaram. Mais fácil seria perguntar, mas difícil seria a resposta, um medo do não, um medo do sim. É a décima vez que a música toca, preciso escrever o texto pra apresentação, preciso de concentração. E não tentar adivinhar se você está para agir ou se tem nada mesmo guardado no olhar que me parece cheio de intenções.
True love will find you in the end...
Mas se vai mesmo, como saber quando é o fim?
quinta-feira, setembro 29, 2011
quando chegam as respostas.
Resposta que traz a indagação: como será? Antecipam-se as saudades para matar outras; e quão belo é o mundo no âmbito do "sim"...
quarta-feira, setembro 21, 2011
sábado, setembro 17, 2011
Controlando
a sensação, a vontade de ficar eternamente numa conversa, sorvendo detalhes do rosto e da maior-beleza-do-mundo. Eu tentei achar os defeitos para cair na real, mas o que sobrou foi só a vontade de sempre voltar pro lugar onde talvez encontre, pra me surpreender de novo com as coisas que aos poucos vou descobrindo, as variações de seu tom de voz quando feliz, quando empolgado, curioso, falando de sonhos em vários sentidos. Tentando controlar a sensação de ter acertado, desta vez.
sábado, setembro 10, 2011
Suedehead.
Que me interessa, ainda mais aqui, onde não há sinal, nem pressa? Só retorna a vontade de marcar à pele as boas energias, pois o que fica é aquilo que é mesmo. Nem questionar: "why do you telephone?", porque esse contato parece tão fraco, enquanto forte é aquilo que não se pronuncia - mas acontece. Aos poucos, acontece, está acontecendo; e se vier a efetivar-se, que seja mais doce que a imaginação pode planejar. E que não se planeje seu jeito de me dizer qualquer coisa, como não foram planejados os encontros mais belos, e que me fazer querem ver 500 days of summer de bem com a vida.
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