Mostrando postagens com marcador Hegel. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Hegel. Mostrar todas as postagens

domingo, junho 28, 2015

Conceituando o difícil, o que nos escapa

Espírito é para mim dos conceitos mais difíceis de definir, pois abrangente e muito particular em Hegel. Mas quem sabe em uma paráfrase: diz Asveld que o aspecto característico do conceito de espírito no jovem Hegel não é consciência de si - de uma matriz racionalista - mas alma. O espírito é o que opera a unidade profunda de uma totalidade orgânica, alguma coisa que não é exatamente uma coisa, que não pertence à família do entendimento, mas de uma raiz mais sutil; o espiritual designa de uma maneira geral esse gênero de realidades, algo além da perspectiva do entendimento, que só conhece o mundo das coisas. Deste modo, ao dizer que Deus é espírito, Hegel pretenderia insistir no fato de que Deus não é uma realidade individual. Já do lado da subjetividade humana, o espírito designaria a parte do psiquismo, a disposição pela qual se está aberto ao espiritual. Assim o jovem Hegel chega a uma intuição do divino sob os termos de sentimento (Gefühl), puro sentimento da vida (reines Gefühl des Lebens) e amor (Liebe).

segunda-feira, dezembro 29, 2014

Liberdade e autonomia

Meu bem, guarde uma frase pra mim dentro da sua canção, esconda um beijo pra mim sob as dobras do blusão
Meu bem, o meu lugar é onde você quer que ele seja
não quero o que a cabeça pensa, eu quero o que a alma deseja

A liberdade é questão fundamental e surge nos mais variados campos da vida. 
Alguém é autônomo se é autossuficiente, no sentido de que tem a si mesmo por referência, se relaciona apenas a si, ou seja, está consigo mesmo ou junto a si. Já para ser livre é preciso o estar consigo mesmo no outro, in seinem Anderen bei sich selbst zu sein, mas a alteridade exige reparos constantes até alcançar os breves acertos. 

Meu bem, o mundo inteiro está naquela estrada ali em frente

E

Meu bem, talvez você possa compreender a minha solidão