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domingo, julho 26, 2015

Soterramento da apo(r)ética

Me sinto por vezes apoética, eu, que nada entendo das artes, pouco sei de literatura, que não conheço música clássica. Veja bem, minha força é mais bruta - eu vejo a beleza, mas me questiono sobre minha capacidade de criá-la, conceituá-la. Questiono se o social não me fala mais alto, se o bruto da filosofia, o nuclear, não é um chamado mais forte. Sei que é um mesmo espiritual que se desdobra em várias formas, mas não me seriam algumas delas mais presentes que as outras?
Me sinto também por vezes aporética e na minha negação dos limites, escorregava das definições - necessárias, como ao começar e terminar um trabalho de fôlego. Aos poucos me localizo melhor. Tenho ideias, arrisco suposições. Avanço em passos tímidos num projeto grandioso e em mim mesma, e com isso supero as aporias.

quarta-feira, novembro 26, 2014

Pessoas perfeitas, pessoas normais

Genuinamente disposta, mas sem entender bem os mecanismos. Um pouco divertido o agir nestes termos, mas é bom descobrir pessoas normais, que são mais que as fotos beijando golfinhos ou ao lado dos carros do ano. As pessoas normais - na minha concepção - têm um ângulo bom, mas muito além disso; elas têm algo que desperta interesse e sua diversão é verdadeira, não apenas programada.
Aquelas fotos são "só para parecer bonito", sim, neste contexto essencialmente visual, mas transportam para uma dimensão peculiar e especial: a das suas histórias.

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Claro que nem sempre elas vão querer ou conseguir enxergar essa mesma dimensão em mim, mas isso faz parte da vida, e na dúvida, por mais demodê que seja, prefiro sempre agir como se eu estivesse do outro lado. 
Mas - primeiro de tudo - agir.