sexta-feira, setembro 11, 2009

Por hoje [3]

E por ontem...tudo (quase!) está se repetindo! A mesma música que retorna à cabeça, as mesmas atitudes inexplicáveis, descobertas magníficas e ínfimas.
"E se eu for o primeiro a poder desistir do que for dar errado?".
Repetir-se-ão até à exaustão essas situações? Desespero, parece que nada tirei que possa me ajudar a não repetir os mesmos erros de novo, amanhã...Pôxa, pôxa.

Por hoje [2]

Já nem sei mais o que procuro.
A mesma velha história que se arrasta por quase mil anos...quem saberá resolver? Engraçado como as coisas acontecem meio que na contramão, e na compensação de um o outro se desequilibra.
Porque agora, depois de passado um breve tempo - algumas horas - acho sentido em tudo? Não haveria apenas necessidade nas ações, sem concurso da vontade? Como saber? Será...talvez?
O céu não responderá, não dará o sentido, o melhor modo; o caminho das pedras ninguém ensina. Encaminhar-se para lá, no momento do meu movimento, era puro acaso ou fruto de uma vontade?
Um cansaço impede de pensar às claras, mas novamente a escuridão pode abafar por um breve tempo a ausência igualmente breve. Afinal, quem determina o valor temporal senão o próprio sujeito, em suas ações cotidianas - Ai, escrever não tem rendido ultimamente, parece que esqueço um pouco o projeto inicial. São grandes as dificuldades de concentração, de verdade. O sono bate e foge.

Por hoje

O que temos? Amora no pé, um silêncio um pouco vago, sorrisos inexplicáveis, encontros inesperados ao pé de livros. Prestes a sair, caí de encontro com a escuridão, mas nela não me perdi, uma vez que me deu novos rumos. Mas é difícil abandonar os antigos, bem sei, ainda mais quando eles se nos oferecem tão desinteressadamente.
Parece sem nexo, mas o dia foi bom. Acho que quando Hegel concebe um ideal de Liberdade cujo paradigma é a Grécia, trata-se da Liberdade executada, ativa, efetivada. E pesquisá-lo, então, torna-se mais que teorizar sobre a Liberdade; é preciso, pois, vivê-la, com o vento no rosto, sem medo do ruído das teclas - não há porque temer gritar ao mundo. E sem poeminha, porque hoje minha inspiração é mais bruta, resolvendo na força os problemas. Só na vergonha surgiu um pouco de delicadeza...

quinta-feira, setembro 10, 2009

Deixa passar

deixa o dia clarear;
daqui a pouco vejo o sol nascer
da janela,
surgir por entre os prédios numa manhã
clara e amarela.
Quanta coisa mudou; escrevo e apago, pensando se não seria melhor deixar, para comparar com o amanhã. É que, também, amanhã já se tornou hoje.
Podemos nos modificar até quando? Até perder o tom da pele, esquecer o som da voz, não resgatar da memória o rosto. Mas e a lembrança, e a torcida, como fica? Não passam, estas. É bom saber que, mesmo sem o desejar conscientemente, as coisas se encaminham. E sentimos orgulho pelas conquistas alheias, é fato.
E não me diga isso, não reclame do que não me cabe. Tenho meu egoísmo.

quarta-feira, setembro 09, 2009

Como é a curiosidade que te move?

A minha faz coisas inacreditáveis...E mais inacreditável ainda é o efeito do inesperado; traz a distração que faz sujar os sapatos na terra molhada. É preciso, pois, lavar a alma, não do pecado, mas de toda...preocupação.
De onde vem a calma, já dizia a música? Barulhos por todos os lados, por dentro, carne mal-passada.
Às vezes dá como um frio
É o mundo que anda hostil
O mundo todo é hostil
[...]
Eu não vou mudar não
Eu vou ficar são
Mesmo se for só
Não vou ceder
Deus vai dar aval sim
O mal vai ter fim
E no final assim calado
Eu sei que vou ser coroado
Rei de mim.

domingo, setembro 06, 2009

Para não transformar refúgios em canções.

Sentimentos em tristeza não-reconhecida; há aquilo que escorre pelas mãos, já dizia a música. Nada como certas palavras; e quero acreditar que a maior parte das coisas com as quais me preocupo agora já não terão tanta importância daqui um tempo - não vale a pena. Não vale a pena, Maria Rita cantava.
Como um verão, fez calor hoje...no ônibus eu sentia um gosto de café amanhecido.
Pela janela do quarto, pela janela do carro...eu vejo tudo enquadrado...remoto controle.
Tempo!

terça-feira, setembro 01, 2009

"Que é uma pena

[...] Não vale uma fisgada dessa dor."