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sábado, janeiro 10, 2015

Fez-se mar

Recorrentemente eu sonho com mar. com imensidão, vastidão.
Hoje eu me aventurava e entrava de peito aberto, porque o mar era calmo e eu tinha, parece, um controle. Inadvertidamente surgiu uma onda que me cobriu e tirou meus pés do chão; eu não sei nadar, mas simulava pensamentos sobre prender a respiração quando a onda me levantou, ficar calma, boiar, tentar manter a cabeça para fora. Então eu não era mais corpo, eu era só uma cabeça, um nariz, o par de olhos que enxergava a linha do mar logo no meu pescoço.
Mas eu, pela primeira vez na vida - ou no sonho, não tive medo, e num instante já estava em outro lugar, com os pés de volta ao chão.

segunda-feira, dezembro 01, 2014

Qual praia?

O que é do sonho: o perigo, o salto, o mar bravo, mas cristalino, cheio de pedras. A dúvida e a incerteza, mais que a insegurança, o achar-um-caminho, o me-perdi-dos-meus, o abandono. 

O sonho foi a dimensão do sentido atualíssimo da minha vida.

Comprei comida, providenciei carinho e proteção, esperei notícia, ligação. E na espera desaplaudida refleti sobre mim, meus limites, meus alcances. 

Me and You
What can we do
When the words we use
sometimes are misconstrued

Mas é que parece que em alguns momentos eu me perdi, me abandonei, quando não me pus em primeiro plano todas as vezes que deixei de fazer o alongamento de manhã, de estudar, de ir ao cinema.
Não posso descuidar do interno. Porque toda vez que essas situações ocorrem, dispara o mesmo processo de baixa auto-estima, de se sentir um lixo. Não me interessa satisfação, me interessa consideração de avisar.

Well I won't guess
What's coming next