segunda-feira, dezembro 07, 2009

Kant e Kant

Só isso me interessa agora, e por um tempo longo (ou melhor, por uma expectativa longa): como se dá o conhecimento?

domingo, dezembro 06, 2009

Eu quero tanta coisa

Quero um pouco de férias, uns dias de 48 horas, mas que o tempo passe rápido. No breu da noite pensava em tudo isso, as coisas se acumulavam um pouco; mas o dia fora bom, cheio de expectativas quebradas. Meu espírito, como diria Agostinho, se estendia rumo a estas expectativas, e estendia-se também em memórias, ligados ambos os momentos pelo presente ínfimo, ou melhor, inexistente, e isso era o tempo. É impressionante como nessa perspectiva tudo cabe dentro do sujeito, em sua alma; é espantoso como, desse modo, o homem consegue dar conta do passado, do futuro e do presente dentro de si, distendendo-se. Homens são sujeitos capazes.

Flanerie

hoje foi dia de flanar por aí, vendo as pessoas, passos, roupas, presentes, idéias brotavam, ônibus e trens e metrôs na cidade tão cheia e tão vazia; eu tão cheia e tão vazia, tudo tão cheio e tão oco.
Tão vago, os vagões, as vagas ondas. Há praias em algum lugar, eu tenho pressentimentos, nada de extraordinário, acho que são só confluências de tanto pensar.
A gente chega, com efeito, a algum lugar.

sábado, dezembro 05, 2009

Logo abaixo

das linhas do meu pensamento; entre frases se constrõem considerações sobre a cidade branca. Chove tanto, todos esses dias; sempre tem garoa, sempre tem um quê de solidão boa, e nostalgia. Somos responsáveis por o quê, além de nós mesmos? Por alguns sentimentos alheios?
Não consigo ver os prédios daqui; há uma cortina de neblina fraca. Dormi bastante de ontem pra hoje sem sequer perceber; era pra ter acordado antes, e ter me movimentado antes que sentisse cãimbras. Ou ter falado antes que não houvesse mais tempo.
[...]
Tudo em suspensão...tudo em suspensão. A atmosfera é fria, nem parece dezembro. Que dia é hoje? "Não lembro; Parece dezembro; De um ano dourado". A sensibilidade aumenta em certos períodos, eu sei.

sexta-feira, dezembro 04, 2009

Pois é [or High and Dry]

"Pois é, não deu
Deixa assim como está, sereno
Pois é de Deus
Tudo aquilo que não se pode ver
E ao amanhã a gente não diz
E ao coração que teima em bater
avisa que é de se entregar o viver
Pois é, até
Onde o destino não previu
Sei mas atrás vou até onde eu consegui
Deixa o amanhã e a gente sorri
Que o coração já quer descansar
Clareia minha vida, amor, no olhar"
Pois é, cabe a nós refletir sobre tudo isso. O que as pessoas dizem, o que a gente prediz no sentimento, porque nos contam sobre tantas coisas, quando não estamos bem? E o medo de ter medo de ter medo?
Percebi o quanto adiei atitudes, por consequência, decisões; as que tomei saíram pela culatra. Os lugares que quis ir permaneceram fechados...hoje é só o começo do fim das nossas vidas. Eu...eu...respiro fundo, penso se é melhor dormir, ou mergulhar em Kant sentindo o gosto na boca. E o impulso me empurra para o que eu não quero...e o tempo nos empurra longe. Eu nem mesmo sei o que queria tanto dizer. Parece que não foi há pouco tempo, parece que foi nunca.
Mas as consequências dizem o contrário: parece que foi sempre.

quinta-feira, dezembro 03, 2009

Adventskalender.

Como num Adventskalender, as coisas vão se abrindo conforme o dia certo: nunca antes, nem depois. Mas confesso que me é difícil, quiçá impossível, compreender o alcance da atitude - do olhar persistente à ausência de tato (no sentido dos sentidos - contato) são passagens de dias que permanecem fechados à minha compreensão.
É engraçado como retorna, revisitado, o dilema kantiano: o conhecimento é fruto da experiência ou daquilo que é meramente intelectual? A que responde Kant: dos dois. Faltando-me qualquer um, compreendo que o objetivo ainda não foi alcançado.
E a hora certa se posterga...
Tangerine, tangerine...

terça-feira, dezembro 01, 2009

uma música

e mudanças são indícios de quê? Ora, às vezes as pessoas precisam exatamente daquilo de que nos acusam.
Eu tenho paciência, às vezes, mas em outras é testar a boa vontade. É demais, dir-se-ia.
Mas há bons momentos, e sensações engraçadas, difíceis de explicar e, sobretudo, de prever. Há outros caminhos também, e vários que levam a lugares diferentes...a ligação é o que há de subjetivo: sou eu que os trilho, que os percorro e deixo alguns para trás, outros não escolho, em outros me embrenho e arrependo, franzindo o cenho numa mania que tô tentando largar. Cada um, enfim, com suas metas, e todos chegam ao fim, ou aos fins.
E Schopenhauer, contudo, concebe a Filosofia como atividade que deve estar desligada de fins - antes, dever-se-ia viver para a Filosofia e não da Filosofia. Merece reflexões, de fato.