terça-feira, julho 07, 2009

Tape os ouvidos...

E os olhos! Quanta coisa que se vê, que se ouve e se lê; por um instante quase até acreditei. Quase!
Ora, e que é que teria significado aquilo (e não isto, porque se fosse isto estaria próximo, talvez até demais...)? Um livro que todos lêem, frases feitas retiradas de sabe-se-lá-onde...Já houve uma demonstração de que não se deve confiar em tais palavras que contradizem o que outrora era, quando conhecido. Escrevo pra não entender, será?
Demonstrações das quais falo foram as mais simples, não as gritantes e consideradas impactantes. Perde-se algo não apenas no momento da quebra - de confiança, de respeito ou admiração - mas nas ações cotidianas que dão a conhecer a essência, para além da mera aparência. Na aparência; superfície; isto pode parecer rancor, mágoa; mas na essência é apenas incompreensão e, confesso, uma curiosidade vaga de entender, acho que nem de encontrar um porquê ou respostas, embora pra tudo que há uma pergunta haja, necessariamente, uma resposta.
É que a imprevisibilidade do humano - demasiadamente humano - me intriga. Tanto e tanto...

(Pra quem ler?)

sábado, julho 04, 2009

Como voar acompanhado de mil pássaros.

O gosto da comida e o sono na total escuridão. Não vejo mais o pôr-do-sol poluído, mas tenho um clima úmido. 
E tenho dormido bem mesmo com as janelas fechadas; talvez porque aqui sinta que as coisas não me escorrem 
pelas mãos, estão ao meu dispor a qualquer momento. A vida pára um pouco, mas a sinto mais intensamente.

Sem acentos em certas coisas necessárias, mas com o canto que flui em todas as horas. Há coisas que estão
presentes em todos nós, é impressionante; nos fazem pensar.

Pois não é que foi o tempo que perdi com minha rosa que...

quarta-feira, julho 01, 2009

Enfim...

Mudanças são bem-vindas para a superação dos fatos. Passado. Superar depende muito de uma disposição interna.
A janela mostra um mundo novo. Insônia e lá fora folhas amareladas; parece outono mas não é, já é inverno. Engraçado como agora o Outono não me parece mais algo tão ruim, mas hoje o dia inspira a elevações de espírito. Fim de ciclos, preparação para enterrar de vez as coisas que ficarão apenas na lembrança...se hoje são doídas, amanhã serão experiência.
Eu vou descobrir um mundo novo no meu mundo. Só isso. Feito das mesmas pessoas, das mesmas coisas, nos mesmos lugares, mas a imprevisibilidade me faz crer num novo mundo. Respiro mais livre, e espero meu retorno. Deixar de ser incomodado por certas coisas depende de nos livrarmos dela - mentalmente, ainda que existam materialmente; e, pois, se continuarão a existir materialmente, que se dê um jeito de superá-las.

segunda-feira, junho 29, 2009

ela não é daquelas (pt. VI)

Um tempo, o tempo; transitando entre o indefinido e o definido, a existência se estende e destoa do instante anterior.

E se prepara para retornar.

quarta-feira, junho 24, 2009

ela não é daquelas (pt.V)

A coerência...a coerência é a chave de tudo. Ainda que toda coerência seja suspeita, é difícil não a exigir em certos momentos. Escrevendo loucamente, vou tecendo minha interpretação sobre tragédias gregas e afins; Empédocles e seus excessos, sua necessidade de sacrifício, sua relação entre poesia e filosofia. E com isto, tal qual o poeta trágico, distancio-me um pouco de mim mesmo, a fim de alcançar a maior intimidade com o Todo - é preciso esquecer que se é parte.
A saga continua enquanto tudo não se resolve. Feito de contradições, mas buscando a coerência, minhas atitudes me colocam face ao que eu nem conhecia em mim mesmo. São dias intermediários ou determinantes? Minhas contradições face às de alheios - até onde é possível aceitar as diferenças?
É difícil pensar tanto quanto o é não pensar nisso. Aprendi com Hölderlin o quanto a Filosofia é um hospital onde me refugio.
Faço pausas, aprendo a pensar em Alemão. Sigo um ritmo, construo uma saga; os personagens se vão ou eu os excluo? Ainda não me decidi. Há sempre algo que me escapa.

terça-feira, junho 23, 2009

Ela não é daquelas (pt. IV)

Um minuto atrás já é passado.

O que é possível modificar em nossas vidas? Quais de nossas escolhas nos parecem acertadas depois que deixam de ser futuro pra ser presente?
Silêncio para compreender...Pois não é que há surpresas mesmo onde não se espera?
Seguindo isto, passo a esperar tudo de nada, ou nada de tudo, ou nada de nada, ou tudo de tudo. Fechamos ciclos; às vezes lembranças povoam a mente. Ninguém sai intacto ao contato, por menor que seja, por mais que se tente esquivar. Há resquícios, que perseguem, esfriam os pés.

"eu quero uma poesia que possa exprimir todas as sensações; que possa apagar toda contradição e encaminhar pra soluções. eu quero uma poesia que me livre de todos os compromissos, até aqueles comigo mesmo..."

E não ter hora pra voltar.

Quem diria "eu amigo"..., em Um Canto para Caronte.

Ela não é daquelas (pt. III)

Mas as perdas não são, não foram minhas. Falo das alheias que senti pela observação.